Terça-feira, 22 de agosto de 2017
Ano XXIX - Edição 1471
(55) 3535-1033
jsemanal@jsemanal.com.br
diagramacao@jsemanal.com.br

'Baixa remuneração do médico pessoa física' é uma das causas de dificuldades na marcação de consultas, diz IPE

02/06/2017 - Por Jornal Semanal
Tweet Compartilhar
Três de Maio tem quase 3,4 mil usuários e, nos últimos dois meses, foram mais de 2 mil consultas

O Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (IPE) vê dois principais motivos para as dificuldades que usuários do IPE-Saúde, inclusive de Três de Maio, encontram na marcação de consultas.
Um motivo é o de que o número de consultas que o médico credenciado realiza pode ser determinado pelo profissional "de acordo com a sua conveniência", diz a assessoria de imprensa do instituto, e o outro motivo, a "baixa remuneração do médico pessoa física".
"Em relação à disponibilização de consultas, registre-se que inexistem parâmetros limitadores - mínimos e/ou máximos - no tocante à disponibilização de consultas", explica a assessoria em resposta a questionamentos do Semanal.
"Assim, a determinação do número de consultas configura atitude que se inclui exclusivamente na esfera de liberdade do médico credenciado ao IPE-Saúde, que modula a quantidade de consultas mínimas e máximas disponibilizadas aos pacientes de acordo com a sua conveniência", acrescenta.
No entanto, deve ser observada a duração mínima de 15 minutos para cada consulta, sob pena de o sistema não autorizar a quantidade de condutas solicitadas.
Para o instituto, "a dificuldade de marcação de consultas é ocasionada, também, pela baixa remuneração do médico pessoa física, assunto que já é de conhecimento e está entre as prioridades da diretoria executiva. O IPE tem a modalidade de pessoa jurídica, com remuneração compatível com outros planos de saúde do mercado. Hoje temos 400 médicos na modalidade pessoa jurídica, de um universo de 7 mil credenciados".

Projeto para novo modelo de remuneração
O órgão observa que Três de Maio tem 26 consultórios médicos e que, a menos de 30 quilômetros, a rede conta com cinco consultórios em Boa Vista do Buricá, seis em Tuparendi, quatro em Tucunduva e nove em Horizontina, entre outros. Em Três de Maio, são 3.379 usuários.
Quanto ao que pode ser feito para melhorar o quadro de dificuldades na marcação de consultas, o instituto diz que, "além da modalidade de pessoa jurídica, o IPE tem um projeto com a Sefaz (Secretaria Estadual da Fazenda) que está estudando um novo modelo de remuneração para toda a rede, baseada nas transações ocorridas no Sistema de Nota Fiscal Eletrônica do Estado. O IPE busca alternativas para implantar um modelo de distribuição mais justo e racional dos recursos do IPE-Saúde".
Também, diz que, "além da modalidade de pessoa jurídica descrita acima, dos estudos para o novo modelo de remuneração, o IPE disponibiliza no site a possibilidade de os profissionais se inscreverem pelo próprio site, caso haja interesse de credencia-mento no IPE".
O instituto ainda reitera que existem ações em outros municípios de referência para minimizar os problemas oriundos da falta de profissionais. "O IPE tem trabalhado na melhoria do benefício constantemente, limitado muitas vezes pela legislação, o que é peculiar a órgãos públicos. O novo modelo de remuneração representa um grande esforço para a melhoria do IPE-Saúde", escreve a assessoria.
Quanto a eventuais outros problemas em Três de Maio de conhecimento do instituto, a assessoria informa que "a maior dificuldade está na busca de especialistas, mesmo havendo comprovação de que um clínico tem 70% de resolubilidade dos casos".

FOTO: MURIAN CESCA

Confira a matéria completa no jornal impresso




Indicar a
um Amigo

Comentários

Deixe a sua opinião

Veja Também

04/08/2017   |
19/05/2017   |
13/04/2017   |
10/04/2017   |
24/03/2017   |




Todos os direitos reservados - Jornal Semanal - Três de Maio - RS