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Desta vez, aulas continuam

24/03/2017 - Por Jornal Semanal
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Escolas do núcleo local não aderem à greve

Segundo a diretora do 35º núcleo, embora a decisão de fazer a greve tenha sido 
tomada em assembleia geral em Porto Alegre, as instituições de ensino locais 
optaram por não paralisar as atividades

O 35º núcleo do Cpers/Sindicato, com sede em Três de Maio, abrange também os municípios de Alegria, Boa Vista do Buricá, Doutor Maurício Cardoso, Horizonti-na, Independência, Nova Candelária, São José do Inhacorá e São Martinho.
O sindicato é constituído pela sede central, localizada em Porto Alegre, e por 42 núcleos espalhados pelo Estado. Estatutariamente, os núcleos estão subordinados à central. Em cada núcleo, é preciso cumprir com o estatuto que regulamenta a realização de conselhos regionais e assembleias regionais, quando as decisões tomadas nestas instâncias precisam ser levadas para apreciação nos conselhos gerais e nas assembleias gerais.
Em assembleia regional, o 35º núcleo deliberou pela realização de atos regionais, estaduais ou nacionais, os quais também foram apreciados em assembleia geral. Segundo a diretora do 35º núcleo, Vera Lessês, a decisão de fazer a greve foi tomada em assembleia geral. "O 35º núcleo do Cpers/Sindicato, assim como os demais núcleos espalhados no interior do Estado, faz o seu papel, que é a visitação às escolas para dialogar e debater com a categoria sobre a necessidade e a importância de fazermos a mobilização. De acordo com nossas instâncias, o que é aprovado em assembleia geral, automaticamente deveria ser acatado pela categoria. Mas, na lógica, isso não ocorre. E cada escola, internamente, faz a discussão se adere à greve ou não. Em virtude disso e de outros aspectos que são levados em consideração, desta vez as escolas de abrangência do nosso núcleo não estão realizando a greve, embora tenham ciência de que razões existem para que a mobilização estivesse ocorrendo", destaca. As últimas escolas a definirem se iriam aderir ou não à greve se reuniram no último sábado.
No ano passado, a categoria deflagrou uma greve de 54 dias, que começou no dia 13 de maio, se estendendo até 7 de julho.
Na rede estadual de ensino, Três de Maio tem nove escolas, mais o Neeja, e aproximadamente 1,8 mil alunos.
Em relação à exclusão, nesta semana, dos servidores públicos estaduais e municipais da reforma da Previdência, Vera diz que o presidente Michel Temer está tentando dividir as categorias: "Neste momento, ele quer enfraquecer as pressões e mobilizações do conjunto da classe trabalhadora, que estão sendo fortes em todo o país. Temos o entendimento de que, mais cedo ou mais tarde, estados e municípios terão que se adaptar à legislação federal, de acordo com a nota da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, que avalia que 'Temer propõe tramoia legislativa para tentar impedir derrota na reforma da Previdência'".

Na foto: Aula na escola Professora Glória Veronese, o Ciep: Três de Maio tem nove escolas estaduais, mais o Neeja

FOTO: MURIAN CESCA

Confira a matéria completa no jornal impresso




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