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Em ritmo lento, inicia a colheita da soja

17/03/2017 - Por Jornal Semanal
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Produtividade inicial é satisfatória, conforme a Emater-RS/Ascar. Contudo, área com lavouras em maturação é pequena. A maioria encontra-se na fase de maturação

Dos cerca de 26 mil hectares implantados com soja em Três de Maio, uma pequena parcela - de 2% - já foi colhida. A expectativa é que nas próximas semanas a colheita se intensifique, adianta o engenheiro agrônomo da Emater-RS/Ascar de Três de Maio, Fábio Karlec.
A produtividade, segundo Karlec, está sendo acima da expectativa inicial. "As lavouras colhidas apresentaram produtividades variando de 58 a 72 sacas por hectares até o momento", acrescenta. A média histórica de produtividade no município é de 45 sacas por hectares, devendo nessa safra ultrapassar 55 sacas por hectares.
Algumas lavouras, com semeadura mais antecipa e cultivares de ciclo precoce, já foram colhidas no fim de fevereiro e início de março. No entanto, as produtividades ficaram abaixo das lavouras que estão sendo colhidas agora, adianta o engenheiro agrônomo.
 O restante das áreas está em fase de maturação. Há, também, algumas áreas de soja safrinha que estão no vegetativo e início do florescimento. Karlec explica que, no geral, as condições para o desenvolvimento da cultura foram excepcionais esse ano. "Quanto a pragas, nesta safra tivemos baixa ocorrência de lagartas no estágio vegetativo e reprodutivo. A ocorrência e desenvolvimento retardado da ferrugem asiática na nossa região, em comparação as safras anteriores, levou a uma taxa de progresso da doença menor que em outras safras. Este conjunto e a adoção de manejo integrado de pragas e doenças possibilitou a redução de uso de defensivos sem prejuízo econômico."
Ele ressalta que o manejo integrado de pragas e doenças visa a maximização do retorno econômico da lavoura. "A racionalização do uso de defensivos pela recomendação de específicos, de boa eficiência e no momento correto e preconizado pelos órgãos oficiais de pesquisa, bem como o manejo cultural de densidade de plantas e adubação, impacta na redução de custo de produção e aumento de lucratividade ao produtor."
 Aos produtores de soja safrinha, a orientação é de que os produtores monitorarem as lavouras e fiquem atentos  a ocorrência de algumas pragas como a mosca-branca Bemisia tabaci e percevejos, além de redobrar a atenção ao controle de ferrugem asiática nesse momento, visto as condições ambientais favoráveis e o grande aumento de inóculo da ferrugem vinda das áreas que estão em maturação.
Já aos produtores que estão prestes a realizarem a colheita, é interessante que se faça a regulagem das máquinas. "Pequenos ajustes em velocidade de corte, velocidade do molinete, altura de corte, e peneiras pode facilmente reduzir as perdas em 0,5 a 1%. Percentuais esses que parecem ser baixos, mas se fizermos um cálculo simples, isso pode representar cerca de R$ 40 reais por hectare que o produtor deixa de lucrar por pequenos ajustes a serem feitos e que não necessita de aumento de custos", finaliza Karlec.

FOTO: JAQUELINE PERIPOLLI

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