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CONTAS INATIVAS DO FGTS

24/02/2017 - Por Jornal Semanal
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'Não é momento de usar este benefício para contrair novas dívidas', alerta economista

Professor Márcio Leandro Kalkmann, da Fahor, diz que 'tentações são inúmeras' 
quando se tem conhecimento da disponibilidade de dinheiro

Dinheiro é sempre bem-vindo. Em tempos de recessão, com ele chegando de forma "inesperada", ainda mais. Mas cuidados são necessários para que a alegria com o inesperado seja pautada pela racionalidade e, assim, não se transforme, posteriormente, em dor de cabeça.
Porque, assim como o dinheiro vem de forma imediata, ele também vai, da mesma maneira - e facilmente, bastando apenas alguns segundos para que tomemos a decisão. Por isso, no caso das contas inativas do FGTS, cujo calendário de saques começará em 10 de março e terminará em 31 de julho, ter o dinheiro em mãos - um dinheiro que, anteriormente, em condições normais, o trabalhador não esperava poder sacar - não precisará significar, necessariamente, obrigação de gastá-lo.
"As tentações são inúmeras ao saber que o dinheiro está disponível, já que tais medidas (como a liberação dos saques para trabalhadores que, antes, não poderiam fazê-los) não são 'típicas' de serem efetuadas nos governos", analisa, em entrevista ao Semanal (confira ao lado), o economista Márcio Leandro Kalkmann, professor do curso de Ciências Econômicas da Faculdade Horizontina (Fahor).
Para ele, "se as famílias não priorizarem a quitação de parte das dívidas, terão um problema a mais". "Não é momento de usar este benefício para contrair novas dívidas", recomenda.
A remuneração do saldo do FGTS tem um rendimento anual de 3%, explica o professor, enquanto, na poupança, 2016 fechou com um rendimento, ao ano, de 8,3% - média de 0,69% ao mês. Com isso, torna-se importante que o trabalhador que sacará seu saldo analise com atenção e cuidado eventuais propostas que envolvam um rendimento mensal muito acima do verificado no mercado financeiro.
A previsão do governo federal é de que o saque das contas inativas do FGTS vá injetar mais de      R$ 30 bilhões na economia brasileira. Conforme a Medida Provisória 763/2016, tem direito ao pagamento o trabalhador que pediu demissão ou foi demitido por justa causa até 31 de dezembro de 2015. Em nível nacional, a medida engloba 49,6 milhões de contas, com saldo de R$ 43,6 bilhões, beneficiando 30,2 milhões de trabalhadores.

Para o economista e professor, 'se as famílias não priorizarem a quitação de parte das dívidas, terão um problema a mais'



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