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Mobilização contra a reforma da Previdência reúne cerca de 12 mil pessoas em Santa Rosa

24/02/2017 - Por Jornal Semanal
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Contra a atual reforma da previdência

Cerca de 12 mil pessoas protestam no 7º Grito de Alerta

Ato, realizado em Santa Rosa, envolveu 65 sindicatos de 77 municípios

A chuva não intimidou e cerca de 12 mil pessoas participaram do 7º Grito de Alerta Missões Fronteira Noroeste ontem, quinta-feira, em Santa Rosa, contra a atual reforma da Previdência. Com cartazes e faixas, o ato se iniciou ainda pela manhã, com concentração na Praça Farroupilha, em frente ao pórtico de homenagem à apresentadora santa-rosense Xuxa Meneghel. Depois, foi realizada uma caminhada até a agência do INSS, Receita Federal e Ministério Público.
O presidente da Fetag-RS, Carlos Joel da Silva, presente na mobilização, destacou que nos últimos dias o Movimento Sindical dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais (MSTTR) mostrou à sociedade gaúcha e brasileira que não aceitará a reforma da Previdência da forma como o governo está pretendendo fazer, isto é, retirando direitos dos trabalhadores, conquistados lá em 1988 com a Constituição Federal. O governo quer elevar a idade da aposentadoria do homem e da mulher para 65 anos (hoje, no meio rural, é 60 anos para o homem e 55 para a mulher) e aumentar o tempo de contribuição da atividade rural em dez anos, passando de 15 anos para 25 anos.
Segundo ele, a forma de contribuição igualmente seria modificada. Em vez de pagar 2,1% sobre a comercialização da produção do grupo familiar, passaria a ser mensal e individual, com valor determinado por lei. "Estamos satisfeitos com o comparecimento dos trabalhadores e das trabalhadoras rurais, além de diversos parlamentares e entidades, todos unidos para impedir essa reforma insana proposta pelo governo federal", completou o dirigente.
Além de agricultores familiares, a mobilização contou com várias lideranças e parlamentares, entre eles os deputados federais pelo RS Heitor Schuch (PSB), Elvino Bohn Gass (PT) e Pompeo de Mattos (PDT), o presidente da Assembleia Legislativa, Edegar Pretto (PT), o presidente da Fetar, Nelson Wild, além de prefeitos da região e representações da CTB-RS, CUT, OAB, CPERS, Federação dos Municípios do RS, Comitê Sindical e Popular Contra a Reforma, Sindicato dos Metalúrgicos, Câmaras de Vereadores, entre outras.
O protesto - organizado pela Fetag e Macrorregião Missões Fronteira Noroeste - teve o apoio das cinco regionais sindicais de Santa Rosa, Missões I e II, Três Passos e Ijuí, envolvendo 65 sindicatos de 77 municípios. A Fetag e suas 23 regionais sindicais estão realizando manifestações pelo Estado. A primeira delas ocorreu na terça-feira, 21, em Santa Cruz do Sul.

Em torno de 400 agricultores de Três de Maio e São José do Inhacorá representaram o STR local
Os agricultores associados no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Três de Maio e São José do Inhacorá atenderam ao chamado e compareceram em grande número ao evento de ontem.
Segundo a secretária do STR local, Anísia Trevisan, aproximadamente 400 pessoas se dirigiram a Santa Rosa, seja de ônibus ou de carro particular. "Da Associação Regional dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais da Grande Santa Rosa, que engloba 23 municípios, eram mais de cinco mil participantes", conta.
Na avaliação dela, a mobilização foi muito positiva e representa muito neste processo. "Atingimos nosso objetivo e superamos a expectativa de público presente. Conquistamos nossos direitos e precisamos garanti-los aos nossos associados. Já avançamos muito e não admitimos que o que a Constituição de 1988 garantiu nos seja tirado. O agricultor não merece o que o governo está propondo", afirma.
Anísia destaca que um dos momentos marcantes do ato foi a encenação, por algumas participantes, de uma retrospectiva dos direitos conquistados pela mulher agricultora e como será, no futuro, caso seja aprovada a PEC. Também foram distribuídas fitas pretas aos presentes, com as quais fizeram uma corrente, que deverá ser entregue na Câmara dos Deputados, junto com uma carta e bilhetes escritos pelos trabalhadores.

O que diz a PEC 287
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com alterações na Previdência Social, encaminhada pelo Executivo ao Congresso Nacional, prevê, com relação a trabalhadores rurais, aumento da idade para as mulheres, de 55 para 65 anos, e do homem de 60 para 65 anos. Prevê ainda mudança na forma de contribuição - hoje o agricultor contribui com o percentual de 2,1% de sua produção -, para uma alíquota mensal, além de 15 para 25 anos de contribuição. 

Reforma prevê, entre as medidas, aumento da idade para aposentadoria

FOTOS: ANTÔNIO DE OLIVEIRA/NO AR NOTÍCIAS



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