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Caso Maria Eduarda Zambom: suspeito apresenta duas versões e nega crime

04/05/2019 - Por Jornal Semanal
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Em depoimento, o investigado contou em umas das versões 'fantasiosas', que a adolescente, de 15 anos, gostava dele há mais de dois anos e morreu de overdose

Maria Eduarda Zambom tinha 15 anos

Está em prisão temporária, prorrogada até o fim de maio, na Penitenciária Modulada de Ijuí, o suspeito de matar a adolescente Maria Eduarda Zambom, de 15 anos, em Catuípe. Ao dar alta do hospital onde estava internado, ele foi transferido no último dia 24 de abril, para a prisão. No mesmo dia, foi interrogado pela Polícia Civil, e negou ter cometido o crime.
A adolescente foi encontrada morta um dia após embarcar no carro particular do suspeito, que trabalhava como motorista de transporte escolar, na manhã de 29 de março. A investigação apontou que o homem já vinha assediando a menina antes. No dia do crime, o suspeito foi internado sob custódia policial devido a um corte que tinha no pescoço. 

'Versões fantasiosas', diz delegado
No depoimento, o homem apresentou duas versões 'fantasiosas' do caso. Segundo o delegado Gustavo Arais, na primeira, o suspeito disse que um motociclista armado com uma pistola o perseguiu, cortou a frente do veículo e o obrigou a asfixiar a vítima. "Depois, o suposto motociclista teria cortado, com uma faca, o pescoço dele". 
O delegado contestou a versão. "Se o motoqueiro quisesse matá-lo, daria um tiro, se estava com pistola. Não iria cortar ele e deixa-lo fugir. E ele não explicou o que o motoqueiro fez a menina. Além do mais, ele nunca registrou na Polícia [Civil] e nem na Brigada [Militar] essa perseguição", argumentou Arais.
Após ser questionado pelo delegado e pelo comissário que acompanhava o depoimento, o suspeito mudou a versão, afirmando que Maria Eduarda morreu por overdose de drogas. Ele disse que a menina o forçou a entrar com ela no mato, para que ela consumisse drogas, ameaçando inventar fatos sobre ele, caso não obedecesse. "Fato este que é ridículo, pois se trata de um homem de 52 anos de idade de porte físico avantajado, e que em momento nenhum se deixaria intimidar por uma frágil menina de apenas 15 anos", aponta trecho de relatório sobre depoimento enviado à imprensa por Arais.
O delegado afirmou, também, que o suspeito não respondeu o que fez com a menina entre o horário em que buscou ela (por volta das 6h45min) e o momento em que foi socorrido com um corte no pescoço e no peito, pouco antes das 16h do dia do crime.

Relembre o crime
Maria Eduarda foi considerada desaparecida após embarcar no carro particular do suspeito, que deveria buscá-la de ônibus ou kombi, na manhã de 29 de março. No dia seguinte, o corpo dela foi encontrado com sinais de asfixia, segundo a polícia. O homem foi hospitalizado com ferimentos no pescoço e no peito.
A investigação encaminhou perícias no telefone celular e na blusa de Maria Eduarda e em pertences do suspeito, para detectar a presença de material genético dos dois, e aguarda resultados da perícia (ainda não divulgados).
O suspeito é investigado por homicídio, estupro e ocultação de cadáver. A polícia acredita que o crime tenha sido premeditado.



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