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Da adrenalina do motocross, para a responsabilidade ao volante do ônibus

24/07/2015 - Por Jornal Semanal
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Quando jovem, Marcos Lasch conquistou muitos títulos voando alto nas pistas de motocross. Hoje, aos 50 anos, além de empresário, exerce a profissão de motorista de ônibus

Por mais de 20 anos, a adrenalina da velocidade moveu a paixão de Marcos Antônio Lasch pelo motocross. Hoje, aos 50 anos, além de empresário do ramo de eletrônica e som automotivo, ele é proprietário de uma empresa de transportes e turismo, exercendo também, a profissão de motorista de ônibus.

Casado com Luciana, pai de Roggero, 29 anos, Lara, 25, e Ana Vitória, 14, Marcos sabe a responsabilidade em conduzir passageiros pelas estradas da vida. " Ser motorista é ter um desafio diário, ser responsável pelas pessoas que estão apostando em você e no seu trabalho. Embora não tão valorizada quanto mereça, a profissão de motorista é muitíssimo importante".

O começo da Primu´s Tur
Em agosto, a Primu´s Tur comemora 10 anos de atividades. Marcos conta que Luciana sempre tinha a ideia de comprar uma kombi ou Van para transportar alunos dentro da cidade. Um dia, em uma conversa na eletrônica, Marcos revelou a um primo a vontade de ter outra empresa paralela. "Eu sempre fui movido a desafios, a buscar coisas novas. E aí surgiu a ideia de comprar uma Van para transporte de passageiros".

Com o passar do tempo, a empresa foi crescendo e se consolidando no ramo de transportes, viagens e turismo. Hoje, a frota é composta por nove ônibus. "Temos trajetos para Santo Ângelo para universidades; um trajeto que vem de Esquina Araújo para a Setrem e roteiros diários de alunos para essa instituição. Ainda, temos três ônibus grandes para turismo que viajam os países do Mercosul", informa, ressaltando que a empresa conta com a colaboração de vários motoristas.

A experiência de 'ser motorista'
Atualmente, como empresário, Marcos realiza constantes investimentos na frota para o transporte de alunos e  turismo. Contudo, devido a alta do dólar, as excursões para compras diminuíram em torno de 40%. "Os destinos preferidos eram Oberá, Argentina; Cidade de Leste, Paraguai; e Rivera, Uruguai. As viagens intermunicipais e interestaduais também caíram, em função do atual momento econômico".

Em diversas viagens, o empresário também é motorista. "Me divido entre a parte administrativa e o volante. Às vezes, recordo o passado e lembro quando era piloto de motocross. Naquele tempo, eu era admirado por andar mais rápido que os outros. Sofri várias quedas, me fraturei várias vezes, tenhos uns 30 parafusos no corpo. Hoje, no ônibus, tenho que ser admirado por ser um bom motorista, consciente e responsável", afirma.

Segundo o empresário, a experiência de ser motorista de ônibus começou para aprender a profissão e melhorar a qualidade do atendimento da sua própria empresa. "Dirigir o ônibus foi uma forma de acompanhar os clientes, saber o que eles gostam, conhecer as estradas, além do mais, porque eu gosto de viajar.  Além de uma profissão é um hobby", garante.
Marcos relata ainda que a empresa faz turismo de pesca para o Pantanal matogrossense e Argentina, sendo um diferencial que tem atraído muitos clientes.

Perigos da estrada
Questionado sobre os perigos das estradas, Marcos confessa que cada vez que sai em viagem, não sabe o que vai encontrar pelo caminho. "Muitos motoristas estão cheios de pressa. Os veículos andam hoje muito mais do que a estrada oferece de segurança. Não temos mais pedágios na nossa região e as estradas ficam muito a desejar. É muito trânsito nas ERS e BRS. O motorista acaba sofrendo muita pressão, de cumprir horário e tendo que enfrentar problemas de chuva, neblina. Os cuidados devem ser redobrados", alerta.

Por isso, na empresa, cada motorista tem sua pasta, onde cada viagem que é feita, na volta é trazido o tacógrafo. "É uma medida importante, pois controlamos a velocidade. Não aceitamos, de forma alguma, que se ande numa velocidade acima que a lei permite", orienta.

Em dez anos de atividades e vários quilômetros percorridos, Marcos comenta que as viagens mais distantes,  são as mais cansativas. Porém, a profissão tem o lado bom. "As viagens de excursão são interessantes, gratificantes, onde fazemos amizades, trocamos informações. Nas viagens para a praia, por exemplo, ficamos uma semana com os passageiros, onde a convivência oportuniza momentos de diversão, lazer e amizade".

Desafios
Piloto de motocross com várias conquistas e uma sala cheia de troféus e medalhas, Marcos confessa que ainda curte o esporte, tendo, inclusive, uma moto para treinar e fazer trilhas. Contudo, hoje, além do amor maior pela família, a paixão é pelo trabalho nas suas duas empresas.

Sobre o ramo de transportes, ele ressalta que terá que fazer novos investimentos e comprar mais ônibus ainda, para manter a empresa firme e competitiva no mercado. E finaliza dizendo que sente-se realizado pessoal e profissionalmente. "Hoje, sou feliz por estar administrando minhas empresas, dirigindo, fazendo o que eu gosto", finaliza.


Na foto: Marcos Lasch

FOTO: ARQUIVO PESSOAL



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