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Cirurgia plástica

17/08/2018 - Por Yara Lampert
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Ter um corpo perfeito é o sonho de muitas mulheres. Mas a que preço? Muitas mulheres se submetem a verdadeiras armadilhas e colocam a própria vida em risco.
Para falar sobre os cuidados e sobre os procedimentos adequados da cirurgia plástica, entrevistei o Dr. Wellington Gemelli dos Santos, cirurgião plástico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

   Qual a diferença entre cirurgião plástico e cirurgião estético?
   A formação do cirurgião plástico compreende dois anos de residência médica em cirurgia geral e três anos de residência médica em cirurgia plástica. Ambos os serviços de residência médica devem ser credenciados ao Ministério da Educação e Cultura - MEC. E o serviço de cirurgia plástica deve ser credenciado também à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Esta é, a meu ver, a maneira correta de alcançar a melhor formação em cirurgia plástica.
Na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica temos em torno de 5000 cirurgiões plásticos no Brasil. É a segunda maior sociedade de cirurgia plástica do mundo. Nossos cirurgiões são treinados em todas as cirurgias estéticas e em diversas cirurgias reparadoras. 

   Quais os cuidados na hora de escolher o profissional para fazer o procedimento?
   Conhecer a formação do médico que está procurando; saber em que hospital será a cirurgia; exames pré-operatórios; seguir as orientações do médico em consultas prévias à cirurgia; entre outras.
Sabendo de todos estes riscos, porque tantas mulheres se sujeitam às cirurgias clandestinas?
  A meu ver alguns fatores: a) preço baixo; b) busca de resultados milagrosos; c) profissionais midiáticos como "Dr. Bumbum"; d) poder de convencimento de profissionais não habilitados.

   Em que ambiente deve realizada a cirurgia plástica?
  Fazemos e aconselhamos que as cirurgias plásticas sejam feitas em hospitais qualificados, completos, com toda a segurança para a realização das cirurgias e possível de tratamento de qualquer complicação possível.

     Por que é importante ser membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica?
   A meu ver, é a melhor formação em cirurgia plástica. Nenhum médico está livre de complicações, mas estudos já mostram que ocorrem bem mais complicações em cirurgias e procedimentos estéticos em profissionais que não tiveram a formação mais adequada, que, a meu ver, é a da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Em resumo, cirurgias plásticas devem ser feitas por cirurgiões da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Procedimentos auxiliares como toxina botulínica e preenchimentos, com cirurgiões plásticos ou dermatologistas.
Na minha opinião, os Conselhos Federais de Medicina junto com as Sociedades Médicas de cada especialidade deveriam regulamentar em lei quais os procedimentos estão capacitados para cada especialidade.

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Cresce o número de cirurgias plásticas no Brasil
Aumentaram tanto as operações estéticas quanto as de reconstrução. Mas o que se destaca mesmo é a explosão de procedimentos menos invasivos, como botox
Na contramão da crise que atinge diversos setores, um levantamento divulgado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) aponta que essas operações seguem de vento em popa no nosso país. Em comparação ao ano de 2014, quando o último documento foi publicado, as intervenções para fins reconstrutores ou puramente estéticos avançaram 23% e 8%, respectivamente.
Outro destaque, do Censo 2016 da SBCP, é o crescimento da busca por alternativas menos invasivas, como a aplicação de toxina botulínica (botox) e preenchimentos em geral. Esse tipo de intervenção aumentou incríveis 390% em dois anos, representando 47,5% dos procedimentos. Em 2014, o percentual não passava de 17,4%.
Implante de silicone nos seios, lipoaspiração, abdominoplastia, mastopexia (cirurgia para levantar os seios) e mamoplastia redutora encabeçam, nessa ordem, a lista de intervenções estéticas as quais fazem mais sucesso nos consultórios. Já no ranking das cirurgias reconstrutoras aparecem, nas três primeiras colocações, a para corrigir traços do câncer de pele, a pós-bariátrica (para retirar o excesso de pele) e a reconstrução mamária.
Luciano Chaves, presidente da SBCP, ressalta a importância de procurar profissionais capacitados, seja qual for a finalidade. 
"Há cerca de 12 mil pessoas sem qualificação realizando cirurgias plásticas no Brasil, o que coloca os pacientes em risco de deformidades, erros irreversíveis e até morte", alerta.
A pesquisa foi feita com dados de 1.218 membros da SBCP. As projeções foram calculadas estatisticamente, levando em consideração o número atual de associados da entidade. 
Fonte: saude.abril.com.br/medicina



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