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Dia das Mães

11/05/2018 - Por Yara Lampert
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Origem
O Dia das Mães é comemorado no segundo domingo do mês de maio desde 1914. A escolha da data remete à história da americana Anna Jarvis. Anna Jarvis perdeu sua mãe, Ann Marie Reeves Jarvis, em maio de 1905, no estado da Virgínia Ocidental, EUA. Com a morte da mãe, Anna, diante do sofrimento e da dor que sentiu, decidiu organizar com a ajuda de outras moças um dia especial para homenagear todas as mães e para ensinar as crianças a importância da figura materna. No caso do Brasil, o Dia das Mães foi comemorado pela primeira vez em 12 de maio de 1918, na Associação Cristã de Moços de Porto Alegre. Mas foi somente em 1932, durante o governo provisório de Getúlio Vargas, que o Dia das Mães passou a ser celebrado segundo o molde dos Estados Unidos, isto é, no segundo domingo do mês de maio.

Muito amor
Filhos são para a vida inteira, e é certo que, sempre serão nossos maiores tesouros, e, desde pequenos, ensinamos a eles, a ter independência, determinação, coragem e serem pessoas do bem. Amor de mãe é infinito é, para a vida inteira, e, sem nos dar conta, os filhos vão crescendo, dão os primeiros passos, em questão de tempo, eles começam a voar. SIM, os filhos criam asas de anjos. Destino, faculdade, trabalho, vida própria e, lá se vão os nossos anjos... É assim e sempre será; os filhos são nossos de alma e coração, mas, eles são mais que isso, eles são vida, eles são universo. Aos meus queridos filhos Laudomir e Priscila, e a todos os filhos, que são orgulho na vida de suas mães, dedico este texto ao lado, que me identifiquei, e, acredito que muitas mães vão se identificar também.

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A mãe desnecessária
A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo. Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase, e ela sempre me soou estranha. Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Uma batalha hercúlea, confesso. Quando começo a esmorecer na luta para controlar a super-mãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da frase, hoje absolutamente clara. Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária. Antes que alguma mãe apressada me acuse de desamor, explico o que significa isso.
Ser "desnecessária" é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes. Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também.
A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical. A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho. Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não pára de se transformar ao longo da vida. Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo. O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis. Pai e mãe solidários criam filhos para serem livres.
Esse é o maior desafio e a principal missão. Ao aprendermos a ser "desnecessários", nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar. 
Jornalista Márcia Neder





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