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Dada a largada para mais um ano letivo

23/02/2018 - Por Jornal Semanal
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Quase 7 mil estudantes iniciam o ano letivo

Número reúne as redes municipal, estadual e privada. Rede municipal tem acréscimo de 8,44% no número de alunos 
em relação ao ano passado

Quase 7 mil estudantes, entre a última, esta e a próxima semana, iniciam o ano letivo em Três de Maio, levando-se em conta as redes municipal, estadual e privada.
A rede municipal e cinco escolas estaduais deram início às aulas nesta semana, na quarta, 21. Alguns níveis de ensino da rede privada também retomaram as atividades nesta semana, a educação infantil da Setrem na última, no dia 14, e os cursos técnicos da instituição iniciarão as aulas na próxima segunda, 26.
As escolas estaduais que já reiniciaram as aulas são a Alberto Pasqualini, Frederico Lenz, Princesa Isabel, Professora Glória Veronese (Ciep) e Progresso. No ensino público - ou seja, somando apenas as redes municipal e estadual -, são mais de 3,6 mil alunos.
Na rede municipal, segundo a Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Smece), são, até o momento, aproximadamente 1.850 estudantes matriculados.
Isso somando as sete escolas de educação infantil, as seis de ensino fundamental e as turmas de educação infantil que a Smece mantém em escolas estaduais, por meio de convênios.
O número aproximado de alunos que iniciam este ano letivo na rede municipal é 8,44% maior em relação ao do ano passado, que havia sido de 1.706 - e em 2017 já tinha havido um aumento de 3,58% em relação a 2016.

Gabriel, Alessandro, Muriel e Luís Carlos serão colegas de aula no 9º ano da escola municipal Germano Dockhorn
(FOTO: MURIAN CESCA)

Nathalia dos Santos Ferreira, 16 anos, que veio de Porto Alegre, e
Mylene Carina da Silva, 13, serão colegas no 8º ano
(FOTO: MURIAN CESCA)

Para alguns, difícil se acostumar ao fim das férias; para outros, ansiedade pela retomada da rotina escolar
Na escola de ensino fundamental Germano Dockhorn, a maior da rede municipal, os colegas de aula Gabriel Naressi, 13 anos, Alessandro Ruaro, Muriel Dias e Luís Carlos Hammes, os três de 14, aguardavam, na manhã de quarta, sua turma ser chamada para a recepção da escola no auditório da instituição.
Eles estavam no pátio da escola, junto de vários outros estudantes, de outras turmas, que também iriam ser recepcionadas no auditório. Os quatro são colegas no 9º ano. "Ontem à noite (dia anterior ao reinício do ano letivo), me deu uma ansiedade para que as aulas começassem", contou Alessandro.
Os quatro relataram estar tendo uma certa dificuldade de se acostumar ao fim das férias - e responderam que não quando questionados se os tantos dias de férias já não os estavam "cansando" delas. "Eu sempre tinha o que fazer", disse Gabriel. "As férias estavam muito boas", declarou Luís Carlos.
Nathalia dos Santos Ferreira, 16 anos, e Mylene Carina da Silva, 13, colegas do 8º ano, tinham pensamentos diferentes sobre o fim das férias.
Enquanto Nathalia, que veio de Porto Alegre e está em seu primeiro ano na instituição, lamentava o fim das férias, a amiga afirmou estar ansiosa pelo início do ano letivo.
"Gosto das aulas, gosto da rotina de ter aulas, de ter isso no meu dia a dia. Nos últimos dias, as férias nos cansam", analisou.

Escola de campo começa com cem alunos
A escola Germano Dockhorn tem em torno de 650 alunos. Na quarta pela manhã, foram recepcionadas 15 turmas, em dois momentos diferentes: primeiro, alunos da educação infantil ao 5º ano do ensino fundamental, e depois estudantes do 6º ao 9º ano. À tarde, as outras 14 turmas da educação infantil ao 7º ano foram recepcionadas em um único momento.
Uma novidade deste ano na rede municipal é a escola de ensino fundamental Bem Viver Caúna - o nome foi escolhido pela comunidade do local -, uma escola do campo, que também iniciou as atividades na quarta e funciona na estrutura da antiga escola estadual Benno Meurer.
O Estado, que ainda é o proprietário da estrutura de 4 hectares, trabalha na finalização do levantamento do patrimônio. Por conta disso, de quarta até hoje, apenas as duas salas de aula que o Município já utilizava - na educação infantil, por meio de convênio com o Estado para uso das salas - estão recebendo alunos, das turmas de pré-escola A e B.
As outras turmas, uma do 1º, uma do 2º e outra do 3º ano, estão tendo aula no salão da comunidade de Caúna. A titular da Smece, secretária Tânia Georgi, frisa, no entanto, que a partir de segunda toda a estrutura já poderá ser utilizada pelo Município.
No momento, o Município, por não ser o proprietário do espaço, utiliza o local por meio de um termo de cessão de uso, mas o processo de municipalização da estrutura tramita no Conselho Estadual de Educação e a previsão é de que o resultado saia em breve.
"A comunidade e os pais compreenderam a situação. Nós não iríamos atrasar o início do ano letivo por conta dessa questão; havíamos nos comprometido com os pais de iniciar no dia 21 e cumprimos. Estamos com a escola criada, o quadro de professores, um transporte escolar superadequado, com monitor e professores que acompanham as crianças dentro dos ônibus. A nossa parte nós fizemos muito bem", enfatiza Tânia.
Durante as férias, no espaço, foram realizados mutirões de limpeza e organização envolvendo a Smece, as secretarias municipais de Agricultura e de Obras, pais e a comunidade.
"Está todo mundo bem envolvido na construção desse novo projeto", destaca a secretária. As cinco turmas somam, no total, em torno de cem alunos. Tânia diz que em 2019 será implantado o 4º ano, em 2020 o 5º e assim sucessivamente.
Neste momento, são cinco professores, mais direção, coordenação, monitor, serviços gerais e merendeira. A diretora da instituição é Lisiane Weber. As crianças permanecem na escola das 8h até as 16h e, nela, recebem quatro refeições, além de transporte de ida e volta.
Alunos permanecem na escola das 8h às 16h e recebem quatro refeições diárias
(FOTO: DIVULGAÇÃO)

Novidade na rede municipal, escola de campo de Caúna tem em torno de cem estudantes, 
divididos em cinco turmas, de pré A e B e 1º, 2º e 3º anos do ensino fundamental
(FOTO:PREFEITURA DE TRÊS DE MAIO/DIVULGAÇÃO)


Ensino privado
A Setrem reúne creche, pré-escola, ensinos fundamental e médio, centro de idiomas, cursos técnicos, ensino superior, pós-graduação e extensão. Enquanto a educação infantil já havia retomado as atividades e os cursos técnicos darão início às aulas na segunda, o dia 19, nesta semana, marcou o reinício das atividades dos ensinos fundamental, médio e superior.
Na educação básica, são mais de 600 alunos. No ensino superior, mais de mil. No ensino técnico, o número é superior a 400, e, na pós-graduação, são mais de 130. Os números, no entanto, deverão ser ampliados, uma vez que ainda estão sendo feitas matrículas.
O Colégio Dom Hermeto, por sua vez, retomou as aulas na última segunda, 19, com 320 alunos. São 94 na educação infantil (berçário, maternal 1 e 2 e jardim A e B), 90 nos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), 86 nos anos finais (6º ao 9º) e 50 no ensino médio. Entretanto, a escola ainda está recebendo matrículas.
Quanto ao Instituto Dinâmico/Unopar, são, em Três de Maio, em torno de 850 alunos. As aulas tiveram início no dia 5, segunda-feira.

No primeiro dia de aula, alunos do Dom Hermeto tiveram momentos de integração e descontração
(FOTO:COLÉGIO DOM HERMETO/DIVULGAÇÃO)

Na Setrem, calouros também foram recebidos com programação especial
(FOTO: SETREM/DIVULGAÇÃO)


Rede estadual atende mais de 1,8 mil alunos
Na rede estadual, o número de alunos que iniciam as aulas em 2018 é próximo ao do ano passado - em 2017, foram 1.827.
O Jornal Semanal contatou a 17ª Coordenadoria Regional de Educação, para verificar o número exato de matrículas, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.
No entanto, obteve números com as escolas - algumas das quais repassaram dados aproximados. Somando esses números, são 1.817 estudantes.
Quanto às instituições que retomaram as aulas na última quarta, são 106 alunos na escola Alberto Pasqualini, 21 na Frederico Lenz, 35 na Princesa Isabel, 220 no Ciep e 85 na Progresso.
Já as escolas Castelo Branco e Cardeal Pacelli reiniciarão as aulas na próxima segunda, 26. Elas reúnem, respectivamente, em torno de 550 e 800 estudantes.
Por outro lado, a escola Benno Meurer foi desativada, dando lugar à escola de campo de Caúna, e a São Francisco, que foi fechada, não recebeu mais matrículas.

FOTO PRINCIPAL: DIVULGAÇÃO SETEREM



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