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26/01/2018 - Por Jornal Semanal
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Recentemente estivemos em um restaurante uruguaio. Sentamos, o garçom nos atendeu. Pedimos um "chivito al plato para dos", espécie de a la minuta no Brasil, também conhecido como bife a cavalo. O garçom era um pouco atrapalhado. Por vezes vinham outros à mesa para auxiliá-lo, já que eram várias pessoas para atender. Em uma das vindas, foi quando chegou o prato. Notei que outro garçom trouxe o chivito para nós e este, por sua vez, ao invés de somente colocar o prato na mesa, serviu Aline e eu, colocando a comida em nossos pratos individuais, como se faz para uma criança ou alguém de idade com dificuldade. Notei aquilo como um diferencial do garçom. Nenhum outro fazia aquilo. Nem o nosso, que continuava atrapalhado entre as mesas. Ao final, na hora de pedir a conta, deixamos uma gorjeta gorda, no meu entender. Deixaria até mais.
Faço esta pequena introdução de forma a trazer os diferenciais rotineiros que as pessoas que se destacam em suas organizações têm. Um simples detalhe no exemplo citado. Que muitas vezes faz toda a diferença. Faço uma ponte com o momento político que vivemos do julgamento em segunda instância do ex-presidente Lula, não querendo de forma alguma tecer qualquer comentário acerca se ele foi ou não culpado. Escreveu Juremir Machado da Silva: "O crime maior de Lula não é a corrupção, mas ter feito um pouco melhor que seus adversários como presidente. Não foi muito. Mas foi o bastante para ser odiado". Poucos são os presidentes que realmente colocam seu nome na história. Até hoje, de meus estudos, cito somente três que se destacaram: Getúlio, Juscelino e Lula. Por que se destacaram? Porque fizeram diferente, porque batalharam e não somente sentaram na mesa do palácio presidencial e ficaram despachando. Governar não é somente abrir estradas, como dizia o ex-presidente Washington Luis. Governar é fazer acontecer. Governar é brigar por ideais. Governar é ir à luta e conseguir melhorar seu lugar onde vive. Temos muito a fazer em nosso País. Temos muitos problemas a resolver.
Tenho pensado que muitas vezes os destaques não são levados à frente em razão do destoar da maioria. Como jogar água num fogo que começa a arder mais alto. A lei da inércia. Um corpo parado tende a continuar parado, a menos que haja uma força externa. Essa força que muitos precisam. Entretanto, é muito mais fácil continuar não fazendo nada. Menos mal que muitos continuando assim na inércia surge mais espaço para aparecerem novos Getúlios, novos Juscelinos, novos Lulas. O desenvolvimento está aí.
Gustavo Griebler - Mestre em Educação nas Ciências. 
Professor EBTT do Instituto Federal Farroupilha - Campus Avançado Uruguaiana



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