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MÃES especiais, filhos com necessidades especiais

10/05/2013 - Por Yara Lampert
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Neste domingo, dia 12, comemoramos o Dia das Mães,
data memorável, que remete força, ternura e gratidão, enfim VIDA.

Para evidenciar estes sentimentos, a coluna traz depoimentos emocionantes
de cinco mães de filhos com necessidades especiais,

que falam de seus desafios, superação e amor incondicional.
A todos as mães foi feita a pergunta: Como foi receber a notícia
de que seu filho é uma pessoa com necessidades especiais?

As mães também deixam um mensagem especial para todas as mães.


Acredito que nenhuma mãe está preparada para receber um filho com deficiência. No meu caso, o Maurício nasceu prematuro, com pouco peso e precisou ficar internado por 40 longos dias.  Preciso dizer que "ninguém" me deu a notícia de que ele poderia ter alguma deficiência. Fui acompanhando o desenvolvimento e percebendo que alguma coisa não estava bem com ele. Ele passou por vários médicos, e após muito insistir iniciamos os exames, que deveriam ser feitos logo após o nascimento, pelo fato de ser  prematuro.  Finalmente, aos seis meses, após uma ecografia do cérebro e um eletroencefalograma, recebi a notícia que só o tempo poderia confirmar o grau de sua deficiência. Não foi surpresa. Mãe tem um sentimento inexplicável.  O apoio da família e o ombro amigo de pessoas que considero especiais fizeram a diferença na minha vida e na vida do Maurício.
A partir desse momento continuei minha luta para fazer tudo o que fosse o melhor para ele e acima de tudo demonstrar que meu amor é maior que sua deficiência.
"Toda a mãe é especial pelo fato de ter gerado uma vida. Ser mãe de uma pessoa com deficiência não muda a intensidade do sentimento que se tem pelo filho. Como mães, não podemos nos acomodar, precisamos defendê-los em seus direitos e amá-los incondicionalmente".
Carmen Antonia Manhabosco, mãe de Mauricio, 18 anos


Um desespero, quase não parei de chorar, mas ergui a cabeça  e segui em frente, dando amor e carinho para eles.
"Mães amem seus filhos, porque filhos são um tesouro. Abraço especial para todas as mães".
Selma Rasche Spohr, mãe de  Altir Paulo, 39 anos e Valdir Pedro, 37 anos


Foi muito difícil enfrentar a realidade porque o Mateus estava com 1 ano e 7 meses, quando começou a apresentar os primeiros sintomas. Mas, com muito amor e carinho e apoio do meu marido  e da família foi mais fácil.
"Queridas mães quando vocês forem encaminhadas com seus filhos para a APAE não se desesperem, isso não é o fim do mundo. Isso é o início de uma nova vida para seu filho e para você. Ser mãe de filho especial é um dom de Deus e receba com amor e carinho que a vida fica mais linda e ame ele intensamente que você nunca vai se arrepender."
Roseli Fátima Sancandi Diehl, mãe de Mateus Henrique, 10 anos


Quando eu recebi a notícia da suspeita de Síndrome de Down da Betina eu me assustei. É uma notícia que você não espera receber. Aí veio o choro constante, o momento de silêncio, a angústia. Naquela mesma noite quase não dormi. Dúvidas surgiam, porque eu? Porque a minha filha? Dúvidas de como seria dali para frente. Será que eu teria essa capacidade, de educar, dar todo o amor e atenção que ela necessitaria receber? Mas eu sabia que para tudo nesta vida, Deus coloca um propósito e se ele me escolheu pra ser a mãe da Betina, eu teria que estar preparada. A partir dali fui atrás para me inteirar sobre a síndrome, estímulos, desenvolvimento, o que ela necessitaria para ter uma vida melhor, normal. E depois de conversar com a pediatra pedi uma avaliação com os profissionais da APAE, que prontamente nos receberam. Quando recebi o resultado do exame confirmando a síndrome de down já me senti segura e preparada para dar todo amor, carinho, atenção, educação e estímulo necessário para o desenvolvimento dela.
"Ser mãe é uma dádiva de Deus. Hoje eu sou realizada como mãe, tenho duas filhas lindas, que me surpreendem todos os dias, me dando lições de vida. Mãe é ter o coração batendo fora do corpo, é o amor contínuo, amor incondicional. A Maria e a Betina são a minha fonte de energia, que me dão forças para romper barreiras, onde pequenas vitórias tomam dimensões grandiosas. E com elas eu aprendi que são nossas diferenças e particularidades que nos completam e nos conduzem a um mundo mais humano. Meus parabéns para todas as mães guerreiras que lutam todos os dias pela felicidade de seus filhos. Mãe é amor, e o amor gera amor, atrai sentimentos bons."
Ana Karine Scherer, mãe de Betina Gabriela Scherer da Silva de 5 meses



Quando recebemos essa notícia já tínhamos decidido pela adoção da Andriela. Essa informação que foi passada pelo médico pediatra que acompanhou o  nascimento dela, só reforçou e confirmou essa decisão, pois sendo ela uma criança com necessidades especiais, precisaria de alguém que a aceitasse, acolhesse, amasse e protegesse com a maior urgência porque sabíamos que ela enfrentaria muitos desafios dali em diante e sozinha não teria nenhuma chance.
"Se mãe é a experiência mais emocionante que eu já vivi e vivo todos os dias. A Andriela não foi gerada por mim, ela foi encaminhada a mim por Deus como um presente, o mais precioso e valioso que eu poderia receber, agradeço por isso todos os dias. Nossa caminhada durante os últimos seis anos foi de muito medo, incertezas, angústias, sustos, lutas e vitórias, mas também de muitas alegrias, felicidade e gratificação, pois não existe nada mais valioso do que olhar para minha filha e receber um lindo sorriso como resposta. Não imagino minha vida sem ela."
Cerlei Seidel Bender, mãe de Andriela, 6 anos


FOTOS: FOTO AVENIDA


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